Na área de Proteção Respiratória, a segurança do trabalhador depende de um princípio inegociável: cada equipamento é um sistema integrado, projetado, testado e certificado como um todo.
Porém, ainda existe uma brecha perigosa que precisa ser enfrentada: a intercambiabilidade de peças críticas de EPRs entre fabricantes diferentes.
O problema
Imagine um respirador montado com máscara de um fabricante e válvulas, filtros ou conexões de outro. Tecnicamente, o conjunto pode até “funcionar”. Mas, na prática, o risco é devastador:
- O Certificado de Aprovação (CA) é automaticamente invalidado.
- A rastreabilidade e a qualidade do produto são perdidas.
- O desempenho do sistema não pode ser garantido.
- A responsabilidade técnica se dilui – e o trabalhador fica exposto.
Por que isso é tão grave?
Dois fabricantes não podem, sob nenhuma circunstância, projetar peças intencionalmente compatíveis para permitir intercambiabilidade em sistemas críticos de EPR, a não ser que os fabricantes sejam parceiros e o EPI seja composto por partes conjugadas, testadas junto com autorização de ambos os fabricantes.
Essa prática:
- Gera “equipamentos híbridos” sem validação.
- Viola o princípio de homologação do sistema completo pelo fabricante.
- Cria uma falsa sensação de segurança: o trabalhador acredita estar protegido quando não está.
- Expõe empresas e responsáveis a riscos jurídicos e trabalhistas em caso de acidente.
O papel da qualidade e da certificação
A confiabilidade de um EPR não depende de peças isoladas, mas de uma cadeia robusta de qualidade, certificação e auditoria:
- ISO 9001 garante que o fabricante siga processos consistentes e rastreáveis.
- OCPs (Organismos de Certificação de Produtos) testam e certificam os equipamentos conforme normas técnicas.
- INMETRO audita os OCPs, assegurando integridade técnica e imparcialidade.
- MTE reconhece oficialmente o EPR por meio do CA (Certificado de Aprovação).
Qualquer montagem fora desse ciclo de homologação quebra toda a lógica de segurança construída pelo arcabouço normativo brasileiro e internacional.
A posição da CONNEX
Nossa posição é clara: nenhuma parte crítica de um EPR pode ser utilizada fora do sistema homologado pelo fabricante. Qualquer intercambiabilidade descaracteriza o CA e invalida a proteção.
É urgente que INMETRO e MTE avancem para fechar juridicamente essa brecha, garantindo que a integridade dos sistemas seja protegida por norma e fiscalização.
Proteger vidas exige rigor
Proteção respiratória não é lugar para improviso ou “gambiarras técnicas”. Estamos falando da vida do trabalhador — e vida não aceita atalhos.
🔒 Rigor salva vidas. Homologação é proteção real.
🛡 Connex® – Proteção Respiratória com Tecnologia Nacional, Inovação e Compromisso com a Vida.


