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Proteção respiratória e ar comprimido: Conformidade legal, normas técnicas e boas práticas no Brasil

1. Proteção respiratória é obrigação legal e moral

A adoção correta de respiradores e sistemas de ar comprimido não é apenas uma prática de segurança, mas uma exigência legal. A não conformidade pode gerar:

  • Riscos químicos e biológicos ao trabalhador;

  • Infrações trabalhistas;

  • Perda de certificações (ex: ISO 45001);

  • Inelegibilidade para programas de qualidade e benefícios fiscais.

2. NRs aplicáveis à proteção respiratória

As principais Normas Regulamentadoras (NRs) relacionadas são:

NR

Tema

Destaques

NR-06                           

EPIs                                                

Obrigatoriedade de CA válido e digitalização via Portaria 672/2021; exige cumprimento do PPR da Fundacentro (Portaria 2.175/2022).

NR-09

PGR

Avaliação de riscos químicos; substitui o antigo PPRA.

NR-15

Insalubridade

Define limites e exige SCBA ou adução em atmosferas IPVS.

NR-33

Espaços Confinados

Ar respirável seguro é obrigatório.

NR-35

Trabalho em Altura

EPRs exigidos em ambientes com aerossóis tóxicos.


3. Normas Técnicas
ABNT

Norma

Aplicação

NBR 12543

Qualidade do ar respirável (limites de CO, óleo, umidade e partículas).

NBR 14749

Respiradores com capuz (mín. 170 L/min).

NBR 13694

Ensaio de purificadores de ar.

NBR 16562                     

Alinhamento com ISO 16900 (métodos de ensaio).

NBR 16975:2021

Diretrizes completas de PPR (tradução da ISO 16975).


4. Qualidade do ar comprimido: parâmetros críticos (NBR 12543)

Contaminante

Limite Máximo

Observações

CO                                 

10 ppm

Exige sensor e alarme automático

Óleo

0,5 mg/m³                                

Filtros coalescentes ou carvão ativado

Umidade

Ponto de orvalho -20°C

Evita corrosão e gelo

Partículas sólidas

0,1 mg/m³

Minimiza risco respiratório


5. Referências ISO complementares

Norma ISO

Aplicação

ISO 16975 (Partes 1-4)                               

Seleção, uso e manutenção de EPRs

ISO 17420 (Partes 1, 7 e 8)

Requisitos de desempenho e emergência

Empresas que atuam com exportação ou que buscam certificações devem se alinhar a essas diretrizes internacionais.

6. Implementação prática do PPR

Segundo FUNDACENTRO e ABNT:

  • Avaliação de riscos (NR-09, NR-15);

  • Seleção adequada do EPR (com CA válido e fit-test quando necessário);

  • Monitoramento contínuo da qualidade do ar (CO, umidade, pressão);

  • Treinamentos periódicos e registro por até 30 anos;

  • Procedimentos operacionais documentados e atualizados;

  • Auditorias internas frequentes.

7. Requisitos para atmosferas IPVS e tóxicas

  • IPVS: uso obrigatório de adução com escape ou SCBA em pressão positiva.

  • Misturas desconhecidas: exigem sistemas com alarme de CO ou SCBA.

  • Não-IPVS com risco conhecido: pode haver uso de filtro, com O₂ ≥ 19,5%.

8. Checklist Rápido

✅ Avaliação ambiental (NR-09)
✅ EPR com CA digital atualizado
✅ Treinamento e fit-test (NBR 16975)
✅ Monitoramento de CO e pressão de rede
✅ Plano de emergência e EPR reserva (NR-33)
✅ Manutenção documentada dos sistemas


Conclusão


Estar em conformidade com a legislação de proteção respiratória é mais do que seguir regras: é
proteger vidas, prevenir passivos trabalhistas e fortalecer a imagem da empresa. A integração entre as NRs, normas ABNT, diretrizes do PPR e referências ISO constrói um sistema de proteção respiratória robusto, eficaz e auditável.

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